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Matulai, o vento Sul, Leitura e debate online: José Eduardo Agualusa conversa com o seu tradutor alemão Michael Kegler, participação musical de Dandara Modesto

Quinta-feira, dia 22 de abril 2021, 20 hrs


José Eduardo Agualusa e Michael Kegler © Dirk Windmöller, Neue Westfälische


Dandara Modesto © Valeria Maniero


“É a palavra quem cria a realidade. Quem inventa uma história, inventa um mundo. Não existe verdadeira ficção, na medida em que toda a ficção impõe uma realidade.”

 

Estas palavras do escritor angolano José Eduardo Agualusa apontam para o seu talento em inventar histórias e em, através delas, criar novas realidades.

Neste encontro virtual vamos ouvir uma curta crónica do autor e seguir uma conversa sobre ilhas, ventos e mares, sobre os vivos e os outros (título do seu último romance).

O escritor dará parte da sua escrita: ficções e realidades, criação e cotidiano, vivências e sonhos. Um debate vivo em que todos são convidados a participar tem o poder de nos aproximar da literatura, das suas questões e do seu papel entre nós.

 

Leitura e debate: José Eduardo Agualusa e Michael Kegler

Música: Dandara Modesto

 

Um evento gratuito através da plataforma WEBEX

Reserva até terça, 20 de abril, 23:00 hrs: info@lusofonia-muenchen.de; será enviado um email com o link de acesso.

 

Um evento da Associação Cultural Lusofonia e.V. em cooperação com a universidade de Salzburgo, Instituto de Românicas – Português

 

 

José Eduardo Agualusa nasceu em 1960 no Huambo/Angola e estudou agronomia e silvicultura em Lisboa. Desde 1989 que publica poemas, contos e romances, premiados e traduzidos para várias línguas. O romance Teoria Geral do Esquecimento entrou na Shortlist do Man Booker International Prize 2016. Vive como escritor e jornalista agora em Moçambique. O seu último romance “Os vivos e os outros”, publicado em 2020, junta numa ilha escritores que, devido a uma tempestade, ali ficam em isolamento forçado.

 

Michael Kegler nasceu em 1967 em Gießen, passou parte da sua infância na Libéria e no Brasil. Desde os anos 90 que traduz literatura lusófona. Recebeu em 2014 o Prémio de tradução Straelener e junto com Luiz Ruffato, em 2016 o prémio internacional Hermann Hesse. Traduziu os últimos três romances de Agualusa. Em 2021 serão publicadas traduções suas de grandes nomes da literatura portuguesa como Sophia de Mello Breyner Andresen, Al Berto e Ana Luísa Amaral.

 

Dandara nasceu em 1990 em São Paulo, é intérprete por essência, cantora e performer que tem como instrumento a voz. Poética, potente e tropical, reflete um “outro” Brasil, uma “outra” música brasileira sofisticada e contemporânea com raízes na MPB, na tradição da canção brasileira e ritmos populares afro-brasileiros que flertam com o jazz e o groove americano, gerando um “pop experimental brasileiro”.